Brasil
Polícia ouve novas testemunhas na investigação da morte de Isabelle Caracristi
26 de set. de 2026, 16:58 · 2 min
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A Polícia Civil do Ceará continua colhendo depoimentos sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, encontrada no rooftop de um condomínio em Fortaleza. Testemunhas, incluindo a diarista que trabalhava na residência do namorado suspeito, foram ouvidas neste fim de semana, enquanto as autoridades analisam centenas de vídeos e indícios de controle psicológico.
Na última sexta-feira, agentes da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Fortaleza ouviram mais de dez pessoas ligadas ao caso, entre elas a diarista que prestava serviços no apartamento de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle e atualmente preso sob suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio. Segundo a advogada da testemunha, a diarista afirmou ter ido ao imóvel nos dias 13 e 15 de setembro, tendo contato com a jovem, mas nunca presenciou discussões entre o casal e não participou de qualquer limpeza do local após a morte.
A investigação também revelou que João Munhoz teria colocado o condomínio à venda e realizado uma limpeza no apartamento pouco depois da tragédia, o que levou os investigadores a considerar sua postura pouco colaborativa. Até o momento, mais de 700 horas de gravações das câmeras de segurança do prédio estão sendo analisadas, e perícias confirmaram que as lesões no corpo de Isabelle são compatíveis com uma queda do rooftop, sem sinais de agressão física.
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Além dos depoimentos, a polícia continua apreendendo aparelhos eletrônicos, como o celular e o tablet da mãe do suspeito, e mantém linhas de investigação abertas, descartando somente hipóteses que não tenham suporte material. A expectativa é que novos relatos, previstos para este fim de semana, ajudem a esclarecer ainda mais a dinâmica do relacionamento entre Isabelle e João e a possível influência de comportamento controlador sobre a decisão da jovem de subir ao rooftop.